quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Olá Olá, sim, estou viva!

Já lá vai tanto tempo desde a última vez que escrevi aqui...Não tem sido fácil ter tempo para escrever...
A minha  princesa está quase a fazer 1 ano e está naquela fase deliciosa de começar a perceber o que dizemos e tentar imitar o que ouve. É reguila e destemida, mas ao mesmo tempo é muito doce e gosta de se aninhar em nós. Fico derretida quando se põe a mandar beijinhos!  Ainda não anda, só agarrada as coisas, de resto prefere gatinhar. Dá umas gargalhas cheias de luz, olha para tudo com curiosidade e adora passear.
Ser mãe é mais do que eu podia imaginar, sou alguém muito diferente, mais forte agora. E com o meu marido? Cada vez mais apaixonados...já falamos num segundo bebé :)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

5 meses depois de ser mãe

Desculpem a minha ausência...Tem-me feito falta escrever mas não tenho conseguido mesmo.
Voltar ao trabalho desestabilizou tudo, até porque ter um baby realmente deixa-nos a vida preenchida ao máximo. Já me encontro a recuperar o fôlego. Há cerca de 2 meses que consegui voltar para o ginásio, estou a seguir um plano alimentar com uma nutricionista, vou tentando que tudo entre novamente nos eixos, nuns novos eixos acho eu. Ter uma filha mudou isso também: quero o melhor para mim para poder dar-lhe o melhor.
Eu tinha ideia que depois do parto, quando nos colocam o bebé nos braços somos inundadas de um amor arrebatador. Comigo não foi assim. Tive medo primeiro, as 41 semanas não foram nada suficientes para me preparar porque eu precisava conhecê-la. Ela habituou-se a estar cá fora, eu habituei-me a mostrar-lhe o mundo. Fui perdendo o medo, percebi que eu era quem a conhecia melhor, foi tudo tão intuitivo. Depois dos 3 meses senti que já não era só eu que precisava dela, ela já sabia que eu estava ali, procurava-me com os olhos, dava-me os maiores sorrisos. Hoje com 5 meses é, sem dúvida, uma luz nas nossas vidas. A forma como enrosca os bracinhos no meu pescoço, em como vem com os seus dedinhos tocar-me na cara, as suas gargalhadas contagiantes, a forma como olha para tudo sem medo e com uma enorme curiosidade, são das melhores sensações que já senti na vida.

terça-feira, 31 de março de 2015

7 Semanas Depois

Ser mãe. Ainda não acredito que é verdade. Todos os dias fico a ver a minha pequenina dormir e penso "fizemos uma perfeição": ela é linda, de encher o coração. O que mudou? Já não há grande espaço para a preguiça, às vezes nem há espaço para descansar. Descobri que quando temos um filho, superamos até a exaustão. Agora então que ela já sorri...uau, tudo fica bem quando ela sorri!
Esqueci-me de dizer que ela nasceu com 53 cm e agora já tem 57cm e 5,600 kg. Dizem que parece um bebé de 3 meses mas a mim sempre me pareceu pequenina e ainda acho que é uma formiguinha.
Tenho vivido completamente para ela, daí que fiquei surpreendida quando na minha consulta de revisão pós-parto disseram que a minha tensão ainda não voltou ao normal. Pior, por causa disso e da amamentação, ainda não posso voltar ao ginásio. Estou enorme, a começar com crises de auto-estima, as hormonas pós-parto dão uma quebra tão grande, há dias em que me sinto tão feia... Portanto, amanhã é dia de começar um fase nova. Quero voltar ao trabalho (tenho em mãos o projecto de abrir o meu próprio atelier), quero sair de casa para pequenas caminhadas com a minha pequena ou com a minha cadela. Vou pintar o cabelo, cuidar mais de mim.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Diário da Gravidez 11

Sim, sim, sim, a minha princesa já está nos meus braços desde dia 11. Fiquei internada dia 10 e comecei logo com a indução. Depois de 2 comprimidos vaginais, as contrações começaram. De tarde puseram-me a soro com oxitocina e as contrações tornaram-se muito dolorosas mas dilatação nem vê-la e a bebé manteve-se sempre alta sem encaixar. Passei uma noite terrível, cheia de dores e não me deixavam levantar nem mexer. Pela manhã, depois de uma ecografia viu-se que talvez a bebé não passasse na bacia porque estimavam que o peso já ultrapassasse os 4 kg. Ainda assim voltaram a pôr-me a oxitocina para ver se as contrações desencandeavam alguma coisa. Por volta das 14h, graças a Deus que o médico que me seguiu estava de serviço nesse dia, viram que a dilatação não passava dos 2 dedos, a bebé mantinha-se bem alta, a minha tensão começou a subir e perguntaram-me se queria fazer cesariana. Sinceramente era tudo o que eu queria naquele momento. Já há mais de 24 h que tinha tantas dores que só queria que acabasse rapidamente.
O meu marido tinha ido almoçar, liguei-lhe logo porque estava a desenrolar-se tudo tão rapidamente que tinha medo que me levassem sem que eu o visse. E não me enganei por muito, tivemos 15 minutos antes de ir para o bloco de partos: só deu tempo para respirar fundo, darmos um beijinho e tentarmos sorrir. A anestesia foi local, estive consciente o tempo todo e mantive-me calma sempre. Achei que foi tudo rápido, tentei não me deixar levar por tudo o que sentia e focar-me na minha bebé, no meu marido (sim, fez-me muita falta ter o meu marido ali...). Correu tudo bem, aliás já está tudo cicatrizado!
Não vos vou dizer que foi tudo muito fácil. O momento em que ouvi o choro da minha princesa fez-me vir as lágrimas aos olhos, pensei "Finalmente estás connosco". Vi-a meio à pressa e levaram-na para o meu marido. Tudo o que eu queria era chegar perto deles e foi maravilhoso quando o pude fazer, foi uma sensação de estar completa. Só que depois chegou a altura dele ir embora, a anestesia foi passando e as dores eram imensas, o desconforto era tremendo, não me podia levantar, a bebé ficou logo comigo e tudo o que queria era mamar (é esperado que se comece a amamentar e os primeiros dias são muito duros, de ir às lágrimas com dores). Sabia que aquela era a primeira de 4 noites de internamento e passado um dia da bebé nascer fui-me a baixo. Nos braços do meu marido desfiz-me em lágrimas, parecia que não aguentava mais, eram tantas dores, tanta falta de descanso, senti-me esgotada. Aumentaram-me os analgésicos e adormeci enquanto o meu marido ficava com a bebé por algumas horas. Depois disso, passou tudo o que era negativo, consegui ligar-me à minha pequenina como não tinha ainda conseguido fazer. Empenhei-me a fundo na recuperação e na amamentação. Ainda estou mexida pelas hormonas, choro facilmente mas tem sido de alegria!
Passei o dia dos namorados no hospital. O meu marido levou-me flores, ofereceu-me um pulseira linda para simbolizar o nascimento da nossa filha e levou sushi para jantarmos juntos: eu acho que tenho muita sorte por ter um príncipe encantado ao meu lado! Sim, o meu marido foi fundamental, esforçou-se imenso, foi a minha rocha e esteve ao meu lado sempre que foi possível.
Faz amanhã uma semana que estamos em casa com o nosso amor pequenino. É inexplicável esta sensação de apego e protecção que sinto com um ser tão pequenino que eu nunca tinha visto mas que pareço conhecer tão bem. Sou capaz de ficar horas a olhar para ela a fazer gracinhas, a espreguiçar-se com os dedos muitos esticados, a bocejar, a sorrir, com a sua boca tão pequenina e delicada. Todos os dias ela muda um bocadinho, todos os dias eu mudo um bocadinho com ela, todos os dias esta menina faz com que nos apaixonemos mais por ela, todos os dias estamos mais apaixonados um pelo outro.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Diário da Gravidez 10

Sábado à noite. Faltam passar 2 dias, 2 longos dias para chegar logo terça-feira. Pois, por esta altura já perdi a esperança de que a minha pequenota provoque o parto, portanto conto com o dia que está marcado: terça-feira, dia 10 de Fevereiro.
Enquanto a sinto agitar-se na minha barriga e vejo a minha pele ganhar altos e baixos do reboliço, sorrio e peço-lhe baixinho "Não nasças no dia dos Namorados". Já lhe tinha dito "Não nasças no Natal, não nasças na Passagem de Ano", vamos lá ver se me ouve, que esta miúda já é teimosa como o pai ( ok, ok, também como a mãe!)!
Vai parecer maluquice mas, durante estas quase 41 semanas de entusiasmo e descobertas, sempre me pareceu irreal que dentro de mim estivesse um bebé. Eu vi-a em tantas ecografias, sinto-a tanto, rio-me das suas cambalhotas, ando orgulhosa com a minha enorme barriga, derreto-me com as roupinhas que lhe vou vestir, fico lamechas com o meu marido enquanto falamos de como queremos a nossa filha nos nossos braços. Mas só quando vir a carinha dela, os olhos, a boquinha, e sentir a pele dela na minha, as suas mãozinhas, só nesse momento tudo se torna real, só nesse momento acredito que, sim é verdade, o nosso amor fez acontecer um milagre!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Diário da Gravidez 9

Pois é, esta que vos escreve ainda está grávida. 40 semanas e 4 dias.
Na segunda-feira tive consulta no hospital, como tudo está estável disseram que o melhor seria marcar indução para dia 10, dia em que faço umas gigantes 41 semanas. Sim, estou gigantesca! Nestas duas semanas as poucas estrias que tinha na barriga triplicaram e as dores pelo corpo também. Ainda assim a minha princesa não se resolve a nascer.
Custa bastante esta espera, que mais parece uma contagem decrescente, que me deixa cansada e sem saber o que fazer para o tempo passar mais depressa. Também tenho que admitir que fico um pouquinho triste por as coisas não se desenrolarem de uma forma natural e ter que ser um parto induzido, ou até mesmo cesariana mas tenho tentado encaixar a ideia, pensando apenas no mais importante: ter a nossa bebé perto de nós.
Se estou assustada? Estou. Agora é mesmo real que vem aí uma pessoa pequenina que depende de mim, de quem eu tenho que cuidar, que tem vindo a alterar a minha vida e vai alterar ainda mais. Ainda assim...soa a mágico, completamente mágico.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Diário da Gravidez 8

E eis que chegámos às 39 semanas. Contrariando tudo, a minha bebé ainda não quis nascer e como está tudo estável, os médicos aconselham a esperar (tenho consulta na próxima segunda-feira para avaliar a situação). Mantém-se nos 3,5 kg e na última eco fazia movimentos respiratórios e mexia a boquinha, tem já umas bochechas deliciosas.
Se o parto tivesse acontecido logo às 38 semanas eu diria apenas maravilhas da gravidez, contaria que consegui fazer tudo e mais alguma coisa durante esse tempo e que tive sempre muita energia. Mas acontece que depois das 38, tem sido sempre a descer, qualquer coisa que faço canso-me, fico mesmo exausta e cheia de sono, doem-me as costas e as virilhas, as minhas pernas parece que pesam toneladas e os meus pés incham à maluca. Logo agora que tenho permissão e incentivo para grandes caminhadas e esforços, pareço uma pata choca que não consegue aguentar nada. Filhota, anda lá, sei que já estás prontinha para vir para os meus braços, anda que eu estou ansiosa à tua espera!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Diário da Gravidez 7

Ponto da situação: ansiosa! Depois de ter tido consulta no sábado, de saber que a minha pipoca está pronta para nascer (avaliaram o peso em 3,5 kg!) tanto que a minha placenta está a envelhecer rapidamente, e do médico ter dito que ela nascerá às 39 semanas, resta-me esperar. Parece que andei estas semanas todas a preparar tudo e a preparar-me para este momento e, agora que aqui cheguei, fico de coração aflito. Custa-me não saber quando será, estar simplesmente à espera. Esperar não é mesmo o meu forte. Tento preencher as horas que passam mas é difícil, estou sempre a pensar no mesmo e, por mais que pensa, fica tudo igual: incerto, fora daquilo que consigo controlar.
Se eu pudesse escolher, começaria com contrações na próxima semana, aguentar-me-ia em casa a fazer a dilatação com exercícios e bola de pilates, as águas rebentavam, ia para o hospital, parto natural e sem epidural, o meu marido comigo a partilhar cada instante, a sentir comigo em simultâneo tudo o que a nossa filha trará consigo quando sair de dentro de mim. Ai, já disse que não gosto de esperar nem daquilo que não posso controlar?

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Diário da Gravidez 6

37 semanas. Será cliché dizer que passou tão depressa... Os meus momentos dividem-se entre imaginar a carinha da minha bebé, de que tamanho será, a forma como olha, o cheiro dela, a maneira como vai ficar perfeitamente aconchegada nos meus braços, e os momentos em que quero que o tempo passe mais devagar. Sim, doem-me as costas e as virilhas, ando como um pinguim e fico logo cansada mas não interessa, tem sido tão bom, tão bom. Senti-la mexer, sentir que tem soluços, senti-la aqui dentro de mim é uma sensação que ultrapassa alguma coisa que eu já possa ter sentido: é maravilhoso e sinto-me abençoada por estar a viver algo tão mágico. Apetece-me ficar a abraçar a minha barriga e tentar parar o tempo, fica cá dentro filhota, estamos tão felizes assim.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Diário da Gravidez 5

Por aqui a gravidez entrou na recta final, estou hoje com 36 semanas. Fico feliz que a minha princesa não se tenha lembrado de nascer no Natal ou Passagem de Ano, mesmo quando a mãe resolve manter a tradição de entrar no novo ano com amigos até de madrugada.
Malas de maternindade, minha e da bebé, prontas. Falta-me apenas dar um toque final na casa e esse toque anda a tardar porque agora ando com oscilações de tensão arterial, ora sobe ora desce e eu fico com tonturas e vómitos. Portanto, cá estou eu aninhada no sofá a ver se não tenho que ir para o hospital de urgência e se realmente a minha baby nasce mais perto das 40 semanas (gostava imenso que ela fosse Aquário). Mas pronto, por esta altura já não me preocupo tanto porque, em princípio, se nascer nasce sem perigo.
Espero que o vosso 2015 seja um ano repleto de coisas boas, pessoalmente acho que será um dos melhores anos da minha vida!
Para a Ana Nunes, claro, podes enviar-me email (email aqui temporariamente, peço desculpa por responder só agora mas não tinha vindo ao blog.)

sábado, 29 de novembro de 2014

Diário da Gravidez 4


Se por um lado sempre fui comichosa com a minha forma física, com o meu corpo, com a maneira como os outros poderiam ver-me, agora quase a tocar as 31 semanas, em forma de bolinha total, sinto-me muito feliz. Todos os dias fico surpreendida por estar a criar dentro de mim magia, aliás fico radiante por sentir os pontapés e piruetas da minha princesa dentro de mim. Sim, estou grande mas muito confiante, quase orgulhosa por ter uma barriga que evidencia imenso que estou quase a ter um baby. Sinto-me única, estar grávida é das melhores coisas que já me aconteceu e, ao mesmo tempo que estou ansiosa para conhecer a minha menina, gostava de prolongar esta sensação de plenitude um pouco mais.
Fica a foto (temporariamente) de como estamos agora, eu e o meu marido, perdidos de amor um pelo outro e pela nossa Maria.
Está tudo a correr super bem, não vou precisar de insulina, a minha diabetes gestacional é controlável pela alimentação porque os valores não ultrapassam os máximos muitas vezes. 
Um abraço especial para a Rita Nunes, acredita, continua a acreditar porque vais conseguir e vais ver que a espera valeu a pena, garanto!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sobre a Sofia

Hoje a história da Sofia Lisboa espalhou-se nas redes sociais, até porque saiu em livro (de momento não o consigo ler, mas quando não estiver grávida nem tão lamechas quero fazê-lo). Eu já conhecia a história porque sou fã incondicional de Silence 4, fui de propósito a Lisboa para um dos últimos concertos da banda que voltou a reunir-se por causa da vitória da Sofia contra o cancro. Posso dizer que foi um concerto que nunca vou esquecer, nunca tinha chorado em coisas desse tipo, mas aconteceu ao ver a Sofia agradecer à irmã ter-lhe salvo a vida com a sua medula, ouvi-la cantar quando ela julgou estar condenada à morte. As fotos do seu tempo de tratamento de leucemia são muito duras, a forma como perdeu tudo quando descobriu o cancro é pior ainda(perdeu o bebé que esperava, a possibilidade de engravidar, o marido, o trabalho...). Portanto, alguém que agora sorri desta forma tem muito para ensinar a todos nós!


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Diário da Gravidez 3

Olá! Desculpem tamanha ausência mas não tenho mesmo tido tempo para escrever e o tempo que me sobra é para dormir ou passear um pouquinho.
Resumindo os últimos tempos:
- a minha intuição não vale nada, estava completamente errada: dentro de mim cresce uma menina linda que por esta altura já pesa mais de 1 kg (estou com 28 semanas de gravidez). Estamos radiantes, eu e o maridão andamos uns perdidos por esta princesa e por ser um bocadinho de cada um de nós que se fundiu.
- desde as 24 semanas que a sinto claramente mexer-se e por esta altura o pai também já consegue sentir. Não incomoda, nem chateia, é uma gracinha!
- conto com 5 kg a mais e com um princípio de diabetes gestacional que, por enquanto, não está a prejudicar nada. Vou em breve fazer uma data de análises e exames para melhorar a coisa. Já estou a fazer picadinhas do dedo e a seguir um plano nutricional. Estou proibida de comer fruta (palavras do médico "neste momento, a fruta é para si um veneno"), todas as frutas aumentam imenso a glicose no meu sangue. Espero que não seja preciso levar insulina mas se tiver que ser, venha ela.
- já comecei nas aulas de preparação para o parto e no fim do mês quero ter a mala de maternidade pronta, não a princesa ser uma apressada.
- há dias muito hormonais, parece que só me apetece chorar. Mas na maior parte dos dias tudo o que sinto é uma felicidade intensa, única :)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Diário da Gravidez 2

Por aqui as inseguranças em relação ao meu aspecto diminuiram bastante, talvez porque tenho um marido genial, talvez porque quase todas as noites colocamos o doppler na barriga e escutamos o bater delicioso do coração do nosso filho. Não, ainda não há certezas do sexo do baby mas ando com a sensação que é um menino. Antes de engravidar, imaginei sempre uma menina, lacinhos, muito côr-de-rosa. Agora, com quase 19 semanas de gravidez, imagino um menino pequenino e muito doce, que adora dar abraços, que fica maluco com dinossauros (acho que quero pertencer a este grupo: http://mybabyblueblogg.blogspot.pt/2014/09/coisas-que-so-as-maes-de-meninos-sabem.html)! Estou ansiosa para que chegue dia 26, dia da ecografica morfológica, acho que já é altura de parar de chamar-lhe "baby". Pondo a hipótese que será menina, será Maria Catarina. Se for um menino, balançamos ainda um pouco entre Gabriel e Salvador.
Tenho-me sentido muito bem, energética. O calor tira-me bastante o apetite, não sei se é disso mas continuo sem engordar e, claro, fico feliz por isso.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

As minhas inseguranças

Durante estes 4 meses de gravidez, vivi com as inseguranças habituais, o querer sintomas, o querer que as primeiras 12 semanas passassem, o não saber se estaria tudo bem, a ansiedade em cada ecografia. Agora que isso passou e, embora ainda tenha alguns receios que algo possa correr mal, já me apercebi que tudo isto é real: vamos ter um/a filho/a (é... ainda não sabemos se será menino ou menina...). E, repente, o corpo muda um pouco e começo a sentir que vou ficar feia, que já estou feia, que não sei o que fazer para não engordar. Já engordei um kg, toda a gente me diz que estou linda mas o facto de ter parado com os exercícios que gostava, tem vindo a deixar-me em baixo. Já não corro, já não faço maratona nenhuma este ano, não participei na Color Run em Portimão, já não posso acompanhar a minha irmã na dieta que está a resultar tão bem. Sinto-me gorda, feia... O meu marido anima-me imenso, incentiva-me a comprar roupa gira de mamã (a H&M tem uma secção com coisas lindas que já fazem parte do meu roupeiro), adora-me! Mas até disso tenho medo, que ao ficar cada vez mais grávida ele deixe de gostar de mim, que as coisas mudem entre nós, sei lá, paranóias que eu não precisava...
Fica a foto das 15/16 semanas, uma tentativa do meu Príncipe de me fazer sentir linda (foto aqui temporariamente):

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Tudo perfeito!

Ainda não engordei nada e estou quase nas 15 semanas! Caminhadas e muita água. Ajuda não conseguir comer grandes quantidades de uma vez, embora coma de 3 em 3h. Já não fico tão sonolenta mas fico cansada mais depressa do que ficava. Ainda assim, a fase das 12 semanas passou e isso veio deixar-me mais serena e a aproveitar ainda mais este bebé. Vou tentar continuar a perder peso, enquanto ganho peso da minha barriga que todos os dias me parece maior.
Aliados da barriga também:
(da gama Mustela 9 Meses - Adoro!)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Diário da Gravidez

Estou com 13 semanas e na quinta-feira farei a ecografia do 1º trimestre, aquela super importante e super decisiva: espero que esteja tudo bem com o meu bebé. Tem sido bem calma esta jornada, tirando a forma como fico cansada e sonolente, não tenho mais sintomas nenhuns. Como comecei a preocupar-me com o facto de poder aumentar demasiado o peso, amanhã vou a uma nutricionista com a esperança que isso ajude. Sim, o ideal era eu não engordar nada porque já estou gorda, mas nestes 3 meses já engordei 2 kg.
Toda a gente sabe que estou grávida, ainda não ando a postar a novidade pelo facebook mas família e amigos próximos sabem e, quando alguém me pergunta, também não escondo. Isso foi também motivo de celebração no passado domingo, onde um grupo de amigos nos fez uma jantarada para comemorar o nosso primeiro ano de casados (é verdade, já passou um ano!) e foi muito bom estar rodeada de pessoas que gostam tanto de nós.
Tenho estado de férias, andava mesmo a precisar e este fim de semana eu e o maridão vamos até Milfontes, local que sempre será marcante na nossa vida a dois, afinal foi onde tudo começou e sou da opinião que devemos sempre voltar onde fomos felizes.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A primeira foto do meu baby

(foto aqui temporariamente)

Estou absolutamente encantada! Tive consulta ontem e a ecografia foi tão diferente da primeira vez, em que só via um pontinho alongado com outro pontinho a piscar (o coração). Desta vez já parece um mini-bebé, abria os braços como se saltitasse e pudemos ouvir o coração a bater bem forte: uma delicia! Eu ando uma coração-mole, tudo me comove, acho que se o médico tivesse deixado ouvir o coração a bater um pouco mais, eu teria começado a chorar. Para mim, soa a milagre, mal acredito que está a correr tudo tão bem! Tão bem que eu estava de 9 semanas mas como o baby está a desenvolver-se bem e rapidamente, as semanas foram alteradas e passo a ter 10 (sim, por esta altura as semanas de gestação são atribuidas em função do tamanho do feto). Se antes achava que tudo poderia acontecer, depois do que vi e ouvi ontem, tenho a certeza que este pequenino (ou pequenina)veio para ficar :)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

8 weeks pregnant

Esta que vos escreve é uma pré-mamã mais traquila. Talvez estivesse apenas a precisar de descansar e afastar-me um pouco de tudo. O fim-de-semana foi excelente: muito sol, amigos, mariscadas, gargalhadas, uma energia super positiva, mar e mergulhos.
Claro que têm razão quando dizem que ler demasiado pode trazer demasiados fantasmas e eu ando a tentar concentrar-me mais em mim. Sim, não tenho enjoos nenhuns mas não posso ignorar a minha barriga que continua a crescer ao ponto de já me sentir desconfortável se dormir de barriga para baixo. Mamocas sensíveis, necessidade de comer de 2 em 2 horas porque fico logo com tonturas e mais nada, completamente tranquilos estes dias. A consulta será dia 09, já fui fazer análises a tudo e mais alguma coisa (resultados só na terça) e ando maravilhada.
Acho que preciso acreditar que estou abençoada, é um milagre enorme tudo isto e nunca pensei que fosse verdade tamanha felicidade: tenho tanta sorte!
(foto aqui provisoriamente - o Príncipe e eu na Praia de Odeceixe - eu com cara de mamã, diz ele)

Por aqui vive-se o modo "um dia de cada vez" e vou começar a aproveitar cada dia com este baby dentro de mim mas já tão presente nas nossa vidas!

"I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
"


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os meus medos

Acho vivamente que estou a precisar de férias: ando exausta...
Faz parte da minha natureza esforçar-me, lutar, mas também informar-me, ler tudo e mais alguma coisa. Isso aplica-se também à gravidez. Lutei, li, pesquisei, até engravidar. Posso dizer que me valeram muitas amizades "virtuais" de quem passava pelo mesmo que eu ou já tinha passado. Depois de engravidar continuei a integrar-me em fóruns com mulheres na mesma situação que eu, estando de forma mais presente num grupo de facebook de bebés previstos para Fevereiro de 2015. Tem sido muito positivo, sinto-me mais acompanhada mas tenho sentido também o lado negativo de tudo isto. Estamos todas no inicío da gravidez, embarcamos em grupos de futuras mamãs e partilhamos do entusiasmo umas das outras, até que começam as primeiras perdas. Algumas foram mesmo iniciais, outras chegam agora para se juntar aos meus próprios medos. Esta noite acordei várias vezes com a sensação de que o meu bebé já não está vivo. É o peso das 12 semanas como limiar de segurança (vou na 7ª), é o facto dos enjoos terem passado e só ter sono e tensão mamária como sintomas, são as histórias de outras pessoas que abortam espontâneamente, é não poder descansar tanto como devia, foi ter ido à consulta de Saúde Materna e (apesar do médico ter sido genial) a enfermeira assustou-me com tudo e mais alguma coisa por causa do meu peso (como se previsse que vou ter tensão alta e diabetes gestacional). Sim, tudo isto e a minha mania de achar que as coisas boas só acontecem aos outros.